
Luiza Selma Ferreira Araújo
Estudante do 4º período do curso de letras da UVA
Este artigo apresenta como principal objetivo fazer um paralelo antes e depois da acentuação gráfica das palavras oxítonas antes e depois da reforma ortográfica para que com isso possamos perceber o que ficou igual e o que mudou em relação ao emprego da acentuação gráfica das palavras.
Palavras-chave: Acentuação Gráfica, Reforma Ortográfica, Palavras Oxítonas.
Considerações Iniciais
Esse trabalho apresenta as novas regras do emprego da acentuação gráfica das palavras oxítonas de acordo com a reforma ortográfica que já foi aprovada e deve entrar em vigor no dia primeiro de janeiro de 2009.
O emprego da acentuação gráfica das palavras oxítonas antes da reforma ortográfica
De acordo com a gramática normativa (1992, p.10 e 27) dá-se o emprego da acentuação gráfica das palavras oxítonas quando a sílaba tônica é a ultima da direita, sendo que essa sílaba tônica pode ter acento gráfico. Vejamos agora alguns exemplos de sílabas tônicas oxítonas: cidadão, carijó, cartaz.
Devem ser acentuadas as palavras oxítonas terminadas em: a(s), e(s), o(s), em, ens. Como mostra a seguir: Amapá, cajás, dendé, cafés, jiló, compós, vintém, vinténs, alguém.
No caso da terminação -em, -ens, a regra só é aplicável a palavras de mais de uma sílaba (para palavras se uma única sílaba, usa-se a 1ª regra).
O emprego da acentuação gráfica das palavras oxítonas depois da reforma ortográfica
Vejamos agora o que José Pereira (2008) diz a respeito do emprego da acentuação gráfica nessas palavras: acentuam-se com acento agudo as palavras oxítonas terminadas na vogais tónicas/tônicas abertas grafadas, -a, e/ou -o, seguidas ou não de -s: estás, já, alá, até, é, és, olé, pontapé(s), avó(s), dominó(s) paletó(s), só(s).
podemos notar aqui que nada mudou em relação as oxítonas terminadas nas vogais tónicas/tônicas abertas grafadas: a , e ,o seguidas ou não de -s.
José Pereira afirma que em algumas (poucas) palavras oxítonas terminadas em -e tónico/tônico, geralmente provenientes do francês, esta vogal, por ser articulada nas pronuncias cultas ora com aberta, ora com fechada, admite tanto a cento agudo como o acento circunflexo: bebé ou bebê, bidé ou bidê, canapé ou canapê, caraté ou caratê, croché ou crochê, guiché ou guichê, etc.
Diz o autor que o mesmo se verifica com formas como cocó e cocô, ré (letra do alfabeto grego) e ré. São igualmente admitidas formas como judô, a par de judo, e metrô, a par de metro.
Segundo José pereira as formas verbais oxítonas, quando conjugadas com os pronomes clíticos lo(s) ou la(s), ficam a terminar na vogal tónica/tônica aberta grafada -a, após a assimilação e perda das consoantes finais grafadas -r, -s ou -z: adorá-lo(s) [ de adorar-lo(s)]; dá-la(s) [ de dar-la(s)] ou dá(s)-la(s)]; fá-lo(s) [de faz-lo(s)]; fá-lo(s)-ás [de far-lo(s)-as]; habitá-la(s)-iam [ de habitar-la(s)-iam], tra-la(s)-á [ de trar-la(s)-á].
As palavras oxítonas com mais de uma sílaba terminadas em ditongo nasal ( presente do indicativo,etc) ou -ens: acém, detém deténs, entretém, entreténs, harém, haréns, porém, provéns, também. Essas palavras oxítonas também não mudariam em relação as regras anteriores, pois são oxítonas com mais de uma sílaba com terminação : -em, -ens, que levam acento agudo.
O autor diz ainda que acentuam-se com acento agudo as palavras oxítonas com os ditongos abertos grafados -éi, éu ou ói, podendo estes dois últimos ser seguidos ou não de -s: anéis, batéis, fieis, papéis, céu(s), chapéu(s), véu(s), corrói (de correr), herói(s), remói ( de remoer), sóis.
Afirma José pereira quanto a acentuação do acento circunflexo que as palavras oxítonas terminadas nas vogais tónicas/tônicas fechadas que se grafam -e ou -o, seguidos ou não de -se: cortês, dê, dês (de dar), lê, português, você(s); avô(s), pôs (de por) e robô(s).
As formas verbais oxítonas, quando conjugadas com os pronomes clíticos -lo(s) ou -la(s), ficam a terminar nas vogais tónicas/tônicas fechadas que se grafam -e ou -o, após a assimilação e perda das consoantes finais grafadas -r, -s ou -z: detê-lo(s) [de deter-lo(s)], fazê-la [de fazer-la(a)], fê-lo(s) [de fez-lo(s)], vê-la(s) [de ver-la(s)], compô-la(s) [de compor-la(s)] , repô-la(s) [de repor-la(s)], pô-la(s) [de por-la(s) ou pôs-la(s)].
O autor afirma ainda que prescinde-se de acento gráfico para distinguir palavras oxítonas homógrafas, mas heterofónicas/heterofônicas, do do tipo cor (ô), substantivo e cor (ó), e – lemos da locução de cor; colher (ê), verbo pôr, para o distinguir da preposição por.
Considerações Finais
Podemos perceber que a reforma ortográfica trouxe muitas mudanças para a língua portuguesa, como no caso de algumas palavras oxítonas terminadas em -e tonico/tônico, que é geralmente proveniente do francês, esta vogal, por ser articulado nas pronuncias cultas ora como aberta, ora com fechada, admite tanto o acento agudo como o circunflexo, como: croché ou crochê, bebé ou bebê.
Referencias Bibliográficas
FERREIRA, Mouro. Aprender e Praticar Gramatica: Teoria, Sínteses das Unidades, Atividades Praticas, Exercícios de Vestibulares: 2º grau. São Paulo. Paulo: FTD, 1992.
Estudante do 4º período do curso de letras da UVA
Este artigo apresenta como principal objetivo fazer um paralelo antes e depois da acentuação gráfica das palavras oxítonas antes e depois da reforma ortográfica para que com isso possamos perceber o que ficou igual e o que mudou em relação ao emprego da acentuação gráfica das palavras.
Palavras-chave: Acentuação Gráfica, Reforma Ortográfica, Palavras Oxítonas.
Considerações Iniciais
Esse trabalho apresenta as novas regras do emprego da acentuação gráfica das palavras oxítonas de acordo com a reforma ortográfica que já foi aprovada e deve entrar em vigor no dia primeiro de janeiro de 2009.
O emprego da acentuação gráfica das palavras oxítonas antes da reforma ortográfica
De acordo com a gramática normativa (1992, p.10 e 27) dá-se o emprego da acentuação gráfica das palavras oxítonas quando a sílaba tônica é a ultima da direita, sendo que essa sílaba tônica pode ter acento gráfico. Vejamos agora alguns exemplos de sílabas tônicas oxítonas: cidadão, carijó, cartaz.
Devem ser acentuadas as palavras oxítonas terminadas em: a(s), e(s), o(s), em, ens. Como mostra a seguir: Amapá, cajás, dendé, cafés, jiló, compós, vintém, vinténs, alguém.
No caso da terminação -em, -ens, a regra só é aplicável a palavras de mais de uma sílaba (para palavras se uma única sílaba, usa-se a 1ª regra).
O emprego da acentuação gráfica das palavras oxítonas depois da reforma ortográfica
Vejamos agora o que José Pereira (2008) diz a respeito do emprego da acentuação gráfica nessas palavras: acentuam-se com acento agudo as palavras oxítonas terminadas na vogais tónicas/tônicas abertas grafadas, -a, e/ou -o, seguidas ou não de -s: estás, já, alá, até, é, és, olé, pontapé(s), avó(s), dominó(s) paletó(s), só(s).
podemos notar aqui que nada mudou em relação as oxítonas terminadas nas vogais tónicas/tônicas abertas grafadas: a , e ,o seguidas ou não de -s.
José Pereira afirma que em algumas (poucas) palavras oxítonas terminadas em -e tónico/tônico, geralmente provenientes do francês, esta vogal, por ser articulada nas pronuncias cultas ora com aberta, ora com fechada, admite tanto a cento agudo como o acento circunflexo: bebé ou bebê, bidé ou bidê, canapé ou canapê, caraté ou caratê, croché ou crochê, guiché ou guichê, etc.
Diz o autor que o mesmo se verifica com formas como cocó e cocô, ré (letra do alfabeto grego) e ré. São igualmente admitidas formas como judô, a par de judo, e metrô, a par de metro.
Segundo José pereira as formas verbais oxítonas, quando conjugadas com os pronomes clíticos lo(s) ou la(s), ficam a terminar na vogal tónica/tônica aberta grafada -a, após a assimilação e perda das consoantes finais grafadas -r, -s ou -z: adorá-lo(s) [ de adorar-lo(s)]; dá-la(s) [ de dar-la(s)] ou dá(s)-la(s)]; fá-lo(s) [de faz-lo(s)]; fá-lo(s)-ás [de far-lo(s)-as]; habitá-la(s)-iam [ de habitar-la(s)-iam], tra-la(s)-á [ de trar-la(s)-á].
As palavras oxítonas com mais de uma sílaba terminadas em ditongo nasal ( presente do indicativo,etc) ou -ens: acém, detém deténs, entretém, entreténs, harém, haréns, porém, provéns, também. Essas palavras oxítonas também não mudariam em relação as regras anteriores, pois são oxítonas com mais de uma sílaba com terminação : -em, -ens, que levam acento agudo.
O autor diz ainda que acentuam-se com acento agudo as palavras oxítonas com os ditongos abertos grafados -éi, éu ou ói, podendo estes dois últimos ser seguidos ou não de -s: anéis, batéis, fieis, papéis, céu(s), chapéu(s), véu(s), corrói (de correr), herói(s), remói ( de remoer), sóis.
Afirma José pereira quanto a acentuação do acento circunflexo que as palavras oxítonas terminadas nas vogais tónicas/tônicas fechadas que se grafam -e ou -o, seguidos ou não de -se: cortês, dê, dês (de dar), lê, português, você(s); avô(s), pôs (de por) e robô(s).
As formas verbais oxítonas, quando conjugadas com os pronomes clíticos -lo(s) ou -la(s), ficam a terminar nas vogais tónicas/tônicas fechadas que se grafam -e ou -o, após a assimilação e perda das consoantes finais grafadas -r, -s ou -z: detê-lo(s) [de deter-lo(s)], fazê-la [de fazer-la(a)], fê-lo(s) [de fez-lo(s)], vê-la(s) [de ver-la(s)], compô-la(s) [de compor-la(s)] , repô-la(s) [de repor-la(s)], pô-la(s) [de por-la(s) ou pôs-la(s)].
O autor afirma ainda que prescinde-se de acento gráfico para distinguir palavras oxítonas homógrafas, mas heterofónicas/heterofônicas, do do tipo cor (ô), substantivo e cor (ó), e – lemos da locução de cor; colher (ê), verbo pôr, para o distinguir da preposição por.
Considerações Finais
Podemos perceber que a reforma ortográfica trouxe muitas mudanças para a língua portuguesa, como no caso de algumas palavras oxítonas terminadas em -e tonico/tônico, que é geralmente proveniente do francês, esta vogal, por ser articulado nas pronuncias cultas ora como aberta, ora com fechada, admite tanto o acento agudo como o circunflexo, como: croché ou crochê, bebé ou bebê.
Referencias Bibliográficas
FERREIRA, Mouro. Aprender e Praticar Gramatica: Teoria, Sínteses das Unidades, Atividades Praticas, Exercícios de Vestibulares: 2º grau. São Paulo. Paulo: FTD, 1992.
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