Professor Vicente Martins (UVA, Sobral, CE)

Professor Vicente Martins (UVA, Sobral, CE)
Vicente Martins, centro, ao lado dos doutores Ricardo e Márcia Guimarães (BH, MG)

domingo, 27 de dezembro de 2009

O EMPREGO DA ACENTUAÇÃO GRAFICA DAS PALAVRAS OXÍTONAS




Luiza Selma Ferreira Araújo
Estudante do 4º período do curso de letras da UVA




Este artigo apresenta como principal objetivo fazer um paralelo antes e depois da acentuação gráfica das palavras oxítonas antes e depois da reforma ortográfica para que com isso possamos perceber o que ficou igual e o que mudou em relação ao emprego da acentuação gráfica das palavras.
Palavras-chave: Acentuação Gráfica, Reforma Ortográfica, Palavras Oxítonas.

Considerações Iniciais

Esse trabalho apresenta as novas regras do emprego da acentuação gráfica das palavras oxítonas de acordo com a reforma ortográfica que já foi aprovada e deve entrar em vigor no dia primeiro de janeiro de 2009.

O emprego da acentuação gráfica das palavras oxítonas antes da reforma ortográfica

De acordo com a gramática normativa (1992, p.10 e 27) dá-se o emprego da acentuação gráfica das palavras oxítonas quando a sílaba tônica é a ultima da direita, sendo que essa sílaba tônica pode ter acento gráfico. Vejamos agora alguns exemplos de sílabas tônicas oxítonas: cidadão, carijó, cartaz.
Devem ser acentuadas as palavras oxítonas terminadas em: a(s), e(s), o(s), em, ens. Como mostra a seguir: Amapá, cajás, dendé, cafés, jiló, compós, vintém, vinténs, alguém.
No caso da terminação -em, -ens, a regra só é aplicável a palavras de mais de uma sílaba (para palavras se uma única sílaba, usa-se a 1ª regra).

O emprego da acentuação gráfica das palavras oxítonas depois da reforma ortográfica

Vejamos agora o que José Pereira (2008) diz a respeito do emprego da acentuação gráfica nessas palavras: acentuam-se com acento agudo as palavras oxítonas terminadas na vogais tónicas/tônicas abertas grafadas, -a, e/ou -o, seguidas ou não de -s: estás, já, alá, até, é, és, olé, pontapé(s), avó(s), dominó(s) paletó(s), só(s).
podemos notar aqui que nada mudou em relação as oxítonas terminadas nas vogais tónicas/tônicas abertas grafadas: a , e ,o seguidas ou não de -s.
José Pereira afirma que em algumas (poucas) palavras oxítonas terminadas em -e tónico/tônico, geralmente provenientes do francês, esta vogal, por ser articulada nas pronuncias cultas ora com aberta, ora com fechada, admite tanto a cento agudo como o acento circunflexo: bebé ou bebê, bidé ou bidê, canapé ou canapê, caraté ou caratê, croché ou crochê, guiché ou guichê, etc.
Diz o autor que o mesmo se verifica com formas como cocó e cocô, ré (letra do alfabeto grego) e ré. São igualmente admitidas formas como judô, a par de judo, e metrô, a par de metro.
Segundo José pereira as formas verbais oxítonas, quando conjugadas com os pronomes clíticos lo(s) ou la(s), ficam a terminar na vogal tónica/tônica aberta grafada -a, após a assimilação e perda das consoantes finais grafadas -r, -s ou -z: adorá-lo(s) [ de adorar-lo(s)]; dá-la(s) [ de dar-la(s)] ou dá(s)-la(s)]; fá-lo(s) [de faz-lo(s)]; fá-lo(s)-ás [de far-lo(s)-as]; habitá-la(s)-iam [ de habitar-la(s)-iam], tra-la(s)-á [ de trar-la(s)-á].
As palavras oxítonas com mais de uma sílaba terminadas em ditongo nasal ( presente do indicativo,etc) ou -ens: acém, detém deténs, entretém, entreténs, harém, haréns, porém, provéns, também. Essas palavras oxítonas também não mudariam em relação as regras anteriores, pois são oxítonas com mais de uma sílaba com terminação : -em, -ens, que levam acento agudo.
O autor diz ainda que acentuam-se com acento agudo as palavras oxítonas com os ditongos abertos grafados -éi, éu ou ói, podendo estes dois últimos ser seguidos ou não de -s: anéis, batéis, fieis, papéis, céu(s), chapéu(s), véu(s), corrói (de correr), herói(s), remói ( de remoer), sóis.
Afirma José pereira quanto a acentuação do acento circunflexo que as palavras oxítonas terminadas nas vogais tónicas/tônicas fechadas que se grafam -e ou -o, seguidos ou não de -se: cortês, dê, dês (de dar), lê, português, você(s); avô(s), pôs (de por) e robô(s).
As formas verbais oxítonas, quando conjugadas com os pronomes clíticos -lo(s) ou -la(s), ficam a terminar nas vogais tónicas/tônicas fechadas que se grafam -e ou -o, após a assimilação e perda das consoantes finais grafadas -r, -s ou -z: detê-lo(s) [de deter-lo(s)], fazê-la [de fazer-la(a)], fê-lo(s) [de fez-lo(s)], vê-la(s) [de ver-la(s)], compô-la(s) [de compor-la(s)] , repô-la(s) [de repor-la(s)], pô-la(s) [de por-la(s) ou pôs-la(s)].
O autor afirma ainda que prescinde-se de acento gráfico para distinguir palavras oxítonas homógrafas, mas heterofónicas/heterofônicas, do do tipo cor (ô), substantivo e cor (ó), e – lemos da locução de cor; colher (ê), verbo pôr, para o distinguir da preposição por.

Considerações Finais

Podemos perceber que a reforma ortográfica trouxe muitas mudanças para a língua portuguesa, como no caso de algumas palavras oxítonas terminadas em -e tonico/tônico, que é geralmente proveniente do francês, esta vogal, por ser articulado nas pronuncias cultas ora como aberta, ora com fechada, admite tanto o acento agudo como o circunflexo, como: croché ou crochê, bebé ou bebê.

Referencias Bibliográficas

FERREIRA, Mouro. Aprender e Praticar Gramatica: Teoria, Sínteses das Unidades, Atividades Praticas, Exercícios de Vestibulares: 2º grau. São Paulo. Paulo: FTD, 1992.



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